Mundi

segunda-feira, 31 de março de 2014

Quanto custa passar um ano viajando pelo mundo?

Já pensou visitar 12 países em 6 continentes numa viagem de um ano? Mesmo que tenha sonhado com isso, o custo deve ser tão absurdo que só o Eike Batista poderia ter um luxo desses.
Barato não é, claro, mas fiquei surpreso que você não precisa ser milionário para isso. Com um bom planejamento, ou até mesmo vendendo um carro, isso é possível.
Daniel Baylis decidiu que ia passar um ano viajando pelo mundo. Ele não é rico, mas se planejou e foi atrás. Não foi uma viagem 5 estrelas, ele chegava a trabalhar para comer e ter onde dormir, mas quando não conseguia isso pagava por conta própria. Me surpreendi que existem vários lugares que oferecem comida e quarto por trabalho (como WorkAwayHelpX e WWOOF). Além disso ele participou do Couch Surfing e se hospedou em casas de pessoas que emprestam seus sofás a viajantes (com as taxas desses serviços gastou U$ 112). Além disso ficou em hotéis e albergues. Se você quer economizar, não pode ter frescura.
O total que ele gastou com hospedagens foi de U$ 2.543. O que é muito pouco, se você pensar que foram 365 dias. Menos de 7 dólares por noite dormida. E ainda ganhou comida em alguns dos lugares.
Além disso, ele gastou U$ 904 em doações que precisou fazer aos lugares onde trabalhou por comida e dormitório. Taxas administrativas e outras coisas,
Quando não conseguiu comida de graça, acabou gastando um total de U$ 1.500. Mais uma vez, muito pouco dinheiro para um ano de comida. E mais uma vez eu lembro que não pode ter frescura pra isso. Com certeza teve muita coisa que ele teve que fechar o olho pra ter coragem de comer.
Em transportes locais, como taxis, ônibus e barcos, ele gastou mais U$ 500. E em atividades culturais, como museus, foram mais U$ 350. O cara foi MUITO econômico, não é difícil você gastar mais do que isso em uma viagem de 10 dias e o cara fez isso em UM ANO.
Com vistos e outras burocracias de países gastou U$ 264. Mas para canadenses (como é o caso dele) isso é mais fácil que para brasileiros. Só o Visto americano custa para nós quase isso.
E gastou mais U$ 471 com plano de saúde por todos os 365 dias.
O pesado mesmo, como você já deve ter imaginado, ficou para a parte aérea. foram U$ 7.399. Mais de metade do custo da viagem.
Foto: cowlemon
No total, foram U$ 13.931. Ou seja, o cara gastou menos de R$ 30 mil para passar um ano inteiro viajando. Menos de R$ 2.500 por mês. É fácil gastar mais do que isso pagando aluguel, condomínio, e outras contas todo mês.
Ou seja, se seu sonho é passar um ano viajando pelo mundo, é possível. Não é fácil, mas dá para fazer. E lembre-se que quanto mais frescura você tiver, mais cara fica a sua viagem. E quanto mais você planejar, menos você vai pagar.

Ficar em hotéis ou alugar apartamentos? Eis a questão!

Muitos leitores e leitoras FFB já estão planejando as férias de final de ano e o post de hoje é especial para esta turma viajante.
Qual é a primeira providência a se tomar antes de sair por aí desbravando o mundo?
Além do transporte, é de vital importância saber onde você vai ficar. E nesta hora, dependendo da cidade escolhida, a facada é bem grande.
Vamos pegar Paris, por exemplo:
Se o seu objetivo é passar alguns dias na capital francesa, é melhor saber que lá existem dois tipos de hotéis: o tipo localizado na periferia da cidade e no final de linhas de metrô ou o tipo ótima localização e “sinto muito, Sr Eike Batista, seu crédito não foi suficiente aqui”.
Claro que é possível encontrar opções acessíveis em hotéis bem simples e aí é torcer para que você não vá parar em um quarto com direito a pulgas (aconteceu comigo).
Hoje em dia, é cada vez mais comum a procura e oferta de apartamentos, studios ou até quartos para temporadas nas grandes cidades.
Se você está disposto a abrir mão de algumas mordomias do hotel e quer passar alguns dias experimentando a vida como um New Yorker, um parisiense ou um italiano, nossa dica é optar é se hospedar em um destes locais.
Olha que fofo esse apartamento no centro de Lisboa. Ele acomoda 6 pessoas.
Muito perto do metrô do Rato e com muitos pontos de interesse a 5 minutos, como o Museu Amália Rodrigues, Museu da Ciência, Museu da Mãe de Água e muitos mais!
R$118 reais por noite. Se você pensar que a noite sairá por menos de R$40 reais por casal pra ficar em um local privilegiado na Europa, vai ver o quanto fica barato.
Este loft hospeda 4 pessoas e fica bem no centro de Madri.
Mais um apê bem perto do centro de Amsterdã, hospeda 4 e tem tudo o que você pode precisar pra passar uma temporada confortável.
Atenção: Escapar do hotel para o apartamento não é para todo mundo. A maioria das negociações com os proprietários são feitas em inglês. Logo, o domínio do idioma é de vital importância para que você compreenda direitinho suas responsabilidades e direitos.
Entenda que procurar apartamento de temporada no exterior não é muito diferente de procurar um apartamento na sua cidade. Tem que ter paciência pra procurar, checar o local direitinho e as linhas de metrô que passam perto, fazer muitas perguntas para o proprietário e só se comprometer quando tiver certeza de que vai firmar o compromisso.
A dica que dou é sempre olhar os comentários e os índices de satisfação de pessoas que já alugaram o local que te interessa:
Os melhores sites de busca de imóveis de temporada para o #FFB são:
“BnB” é uma abreviatura de “bed and breakfast”. Ao juntar com o prefixo “Air” (pense em “AirGuitar”) os criadores do site devem ter pensado em algo como um “bed and breakfast virtual”. A coisa deu tão certo que o site começou a ser usado para alugar apartamentos inteiros. E hoje é a “imobiliária” que mais cresce online. Um dos fregueses mais famosos é o ator Ashton Kutcher, que possui três residências cadastradas e já alugou casas em Atenas, Berlim, Itália e Nova York.
Seleção de apartamentos, casas e propriedades para locação ao redor do mundo.O site está no ar a mais de 10 anos e conhece bem o mercado.
Brasileiro é um povo conhecido como bons anfitriões, mas também podemos ser bons hóspedes, não é?
Lembre-se de ler (e seguir) as Regras da Casa, deixar o apartamento limpo ao sair e cuidar pra não estragar nada. Uma lembrancinha do Brasil para o anfitrião não é obrigatório, mas como minha mãe me ensinou a“nunca chegar na casa de alguém com mãos vazias”, sempre levo alguma coisinha típica daqui. Os proprietários NÃO ficam na casa. Eles apenas te esperam pra entregar a chave e levar o contrato de locação. Muitos deles são excelentes pra dar dicas de restaurantes e programas que fogem do circuito turístico, te mostrando outro lado da cidade que você nem imaginava.
Gostaram das dicas? Queremos saber quem já se hospedou em apartamentos pelo mundo e quais vocês indicam.